domingo, 20 de novembro de 2011

Os Pinguins do Sr. Popper




Se cuidar de um cachorro, um gato ou um peixe dá trabalho, imagine como seria ter um pinguim de estimação, como no livro Os Pinguins do Sr. Popper!

Além de carinho, um pinguim também precisa morar em uma geladeira com furos (para entrar ar fresco), comer camarão enlatado e peixe vivo (que custam muito caro) e ter companhia de outros pinguins (senão ele fica triste).

O Sr. Popper nem sonhava com a trabalheira que teria quando, de uma hora para outra, chegou uma encomenda vinda do Polo Sul: um pinguim de verdade.

Depois de se acostumar com o novo lar, o Capitão Cook (o nome que o pinguim ganhou) passou a andar tristinho pelos cantos. O Sr. Popper resolveu a situação arranjando uma companheira para o Cook: a Greta.

O resultado da união do casal foi o nascimento de 10 filhotes de pinguim. Toda a família teve de se adaptar aos novos bichos de estimação, e ninguém reclamava muito disso – quer dizer, ninguém exceto a Senhora Popper, que tinha de arrumar toda a bagunça no final.

Se você está achando esta história muito familiar, é isso mesmo: o livro, publicado em 1938, foi adaptado para o cinema. O Sr. Popper é interpretado pelo Jim Carrey, aquele ator das caretas engraçadas. O filme – que se chama Os Pinguins do Papai - esteve em cartaz nos cinemas em julho deste ano.

E se você não achou a história familiar, o trailer do filme é este aqui:



Agora, uma dica: leia o livro antes de assistir a história. Quando terminar de ver, você vai saber que partes do filme são iguaizinhas ao livro e que partes foram criadas pelo diretor.

Os Pinguins do Sr. Popper
Autores: Richard e Florence Atwater
Ilustrador: Robert Lawson
Editora: Intrínseca
Páginas: 144




segunda-feira, 21 de março de 2011

Hiroshima

Coincidência. Estou lendo Hiroshima, do John Hersey.

O livro está escrito em inglês. E tem um monte de palavras difíceis. Como "scorched", que quer dizer chamuscado. Ou "baffling", que significa complicado.

Eu tinha começado a ler sem o dicionário por perto. Mas aí a coisa começou a pegar e tive de pegar um mini, para andar com ele na bolsa, junto ao livro, sempre.

É por causa destas palavras difíceis que o livro é bom. Tudo bem que este argumento não se sustenta, mas palavras fáceis, para mim, deixariam um ar meio sensacionalista em um texto sério e triste como este.

E focar em apenas seis personagens foi mais legal ainda. Deu para falar um monte sobre eles. Também dá a impressão de que, por mais que se fale sobre estes seis japoneses (tem um alemão que se considera mais japa do que alemão), eles são muito misteriosos. Parece que cada um ainda guardou um pedaço da história só para si.

Estou gostando. Deve ter sido um trabalho e tanto, o do Hersey. Mas estou a fim de terminar. Faz tanto tempo que estou empacada com o livro, tentando decifrar as palavras, que acabou em coincidência. Justamente que agora todo mundo fala em Japão, em acidente nuclear.

Só espero que não tenhamos de ler mais tragédias japonesas. É sofrido, mesmo que misterioso, silencioso.

sábado, 19 de março de 2011

Adorável Psicose

Acabei de assistir no Multishow. Achei bem engraçado. Fazia tempo que não ria com algo nacional, aê!

Blog da escrevedora e atora da série

Só vi um episódio, mas pelo que parece, é uma garota maluca que mora num prédio legal, com vizinhos legais e faz terapia. Gostei!

Assista aí um pedacinho:

quinta-feira, 17 de março de 2011

É comédia?

Vi esse filme aí: "O tempo que resta". Mostra o passar do tempo em Israel, as guerras e tudo. E mostra que, como qualquer lugar do mundo, Israel também sofreu influências de culturas de fora.

Sim, você também já cantou a música do Titanic com lágrimas nos olhos.

Por mais crítico que pareça, o filme é engraçado. É monótono. Como a cara desse daí da foto, que da metade da história para frente, torna-se o protagonista.

Ele tem uma cara monótona, mas cômica.

Até agora estou pensando se gostei ou não do filme. Eu cortaria um monte de partes monótonas. Acho que ando veloz demais. É influência de fora.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Fórmula para qualquer filme de mulherzinha

Personagens:
- Um cara bonito, galinha ou antiético.
- Um amigo do cara bonito. Burro e engraçadinho.
- Uma menina bonita, com algum problema psicológico ou físico. Ela deve ser altuístra.

Roteiro:
1. O cara encontra a menina de um jeito inusitado. É aí que está a única originalidade.
2. Eles se apaixonam loucamente.
3. Ele faz qualquer besteira.
4. Ela termina o namoro.
5. Cada um vai viver sua vida, sozinho.
6. De repente, ele descobre que ela é o amor da vida dele.
7. Ele sai correndo.
8. Ele encontra a menina na última oportunidade de reencontrá-la na vida (como na sala de embarque de um aeroporto). Fala umas coisas românticas.
9. Eles se beijam e ele roda a moça segurando-a pela cintura.
10. Fim! (alívio)

sábado, 18 de dezembro de 2010

Bebês são imunes ao bocejo

É o que diz o estudo destes pesquisadores.

O bebê não começa a bocejar ao ver nem outras pessoas, nem outros macacos, muito menos outros cachorros. Ele é imune a todos os seus semelhantes. E você, que já passou dos 5 anos, não é.

Por isso, aí vai um monte de vídeos de bebês bocejando. Vamos tirar a prova se você também é imune:


No avião:

Para finalizar, um apelativo. Com musiquinha e várias cenas sonolentas.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Gendai fail

O salmão truta. Ontem, acordei com vontade de comida japonesa. Como o único restaurante japonês que existia ali por perto de onde eu estava era o Gendai, resolvi ir lá.

No cardápio, uma tal de truta salmão. Hein? Seria um salmão mano, um salmão da perifa, um salmão truta?

Não, é uma nova espécie de peixe criada no Chile. Como estava muito na dúvida se isso tinha mais gosto de salmão ou de truta, um cozinheiro me ofereceu um sushi de truta salmão para experimentar. Ele me avisou que o gosto é mais "leve" do que o salmão verdadeiro.

Comi e senti gosto nenhum. Mas, mesmo assim, pedi o temaki de truta salmão. Também vi uma foto do temaki de shimeji e achei muito interessante a ideia de enrolar um prato quente em alga. Pedi para saber qual é.

Bom, o temaki de truta salmão não tinha gosto de nada. Só de cebolinha. E tinha muito mais arroz do que peixe. Horrível. De salmão, só a cor laranja.

O de shimeji veio gelado e agridoce. Completamente fora das minhas expectativas. O viscoso molho agridoce anulou todo o sabor do shimeji. E, convenhamos, não entendo o motivo de colocar cream cheese em temaki. Fica pastoso, melequento. Nojento.

A foto do lado é do cardápio do restaurante. Repare que o shimeji não tem molho.

Se você não gosta de comida japonesa, recomendo o Gendai. Você não vai sentir gosto de peixe cru e poderá disfarçar todos os sabores com molhos mirabolantes. Sei lá, devem ter feito uma pesquisa e descoberto que a comida japonesa não agrada ao paladar de brasileiros. Principalmente aqueles que comem em shoppings (como eu). É, existem exceções.

Ah, tirando isso, o atendimento é ótimo.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Monicando

Passei boa parte do fim de semana vendo Friends, que é uma das poucas coisas televisivas que me fazem perder tempo.

Tem aquele episódio da garota suja, na quarta temporada. Ross começa a namorar uma mulher completamente desorganizada. A casa dela é uma zona, bagunçada e nojenta. Nunca tinha visto este episódio, e na hora em que vi a casa da moça, pensei que, se eu fosse o Ross, limparia a casa dela inteira.

Aí o episódio está quase no final e aparece a Mônica com um monte de baldes e esfregões querendo limpar a casa da moça.

Me senti muito Mônica. Mas eu gosto mais da Phoebe!

Passei o fim de semana sem limpar a casa. Nem tudo está perdido. E minha casa nem se compara ao chiqueiro que é a casa desta mulher. Olha só:

http://il.youtube.com/watch?v=M6u-dPsDWz0

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Academia: um ensaio antropológico

Tá, não pretende ser um ensaio, está longe disso. Longe até demais. Academia, definitivamente, não é para mim.

Hoje estive em uma academia lotada de corpos malhados, abdômens e bíceps definidos circulando pelos corredores de vidro, como manequins vivos estampando os últimos lançamentos em uma vitrine de uma loja de roupas fitness.

Agora que escrevi esse parágrafo inteiro de clichês (convenhamos que vários best-sellers, inclusive brasileiros, adorariam copiar), vamos ao meu ensaio:

Fui lá fazer uma avaliação médica. Esta academia funciona como uma matriz: é grande e tem salinha de médico. Depois do médico falar que meu coração está bonzinho, aproveitei que estava com minha roupa fitness, mas com um corpo nada vitrinesco, para fazer uma esteirinha básica.

Só que a sala de esteira estava ocupada. Era hora de uma aula de running (corrida, em termos alienígenas). Mas algumas esteiras estavam vagas. Chamei atenção do professor, através do vidro (você ainda não acredita que a academia tem paredes de vidro, né), e pedi para usar uma das esteiras. E já deixei claro que não ia correr.

Ele topou e me deixou quieta no meu canto. Quer dizer, quieta mais ou menos.

A música estava ensurdecedora. Sério, meus tímpanos doíam. E era cada bizarrice atrás de outra: Lady Gaga, er... E afins (não sei o nome deste povo que toca esta música agitadíssima).

No meio da música, o professor assobiava. Como se fosse a final do Flu. E ele fosse torcedor do Flu. Aí a música acabava. E ele abaixava o som. Depois aumentava e era uma música pior ainda cheia de tunk tunks e fuó fuó, piriririri e ti ti ti ti ti ti. Chaaaaato...

As caixas estavam viradas para as paredes. Eu fiquei imaginando como é que aquele monte de vidro e espelho não quebra.

Então, deu nove e meia da noite e a aula acabou. O professor começa a soltar pérolas:

- Agora sim. Cadê as gorda? Cadê? As gorda? Tão onde? Onde elas estão a uma hora destas? Na Bella Paulista! Na Deôla! Comendo bolo! Comendo pizza! Tudo perguntando: gente, como é que vocês têm este corpo?

Uma aluna (nem preciso falar sobre o corpo dela) diz:

- É Deus, hAahHaHaAhahAHAha.

- É Deus e o professor aqui! Não quero nem saber, hein! Só quero que vocês coma alface e água! Nem gelatina light eu deixo vocês comer! Tchau!

E saiu da sala. A música acabou. Só eu ouvia o nhec nhec da minha esteira. Paz.

domingo, 31 de outubro de 2010

Estou preocupada

Porque a minha lista de livros aí do lado direito está muito mixuruca. A lista deste ano de 2010.

Sabe aquela impressão de que você andou lendo muito, mas não lembra o que você leu? Aí todas as histórias se juntam numa só e o livro ganha umas milhares de páginas?

Não é só impressão. Aconteceu mesmo.

O ano de 2010 foi (isso porque ainda não acabou, mas estamos quase lá) o ano dos livros infantis. Li muitos, explorei a coitada da biblioteca infantil que tem perto da minha casa. Foi bom para ter ideias. Só que foi melhor ainda para deixar de tê-las.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

As livrarias de hoje estão muito modernas para mim

Eu não resisti.

Hoje, na livraria. Uma mulher foi pedir dicas de livros parecidos com o tal "Melancia". Aí o vendedor se aproxima da prateleira em que eu estava, de literatura estrangeira, aponta para todos os livros da tal da coleção Melancia, e a cliente só repetia, meio mau humorada: "já li, já li, já li. Eu queria algo parecido, gosto de comédia."

O vendedor fica confuso, e relutante, fala algo como "olha, então, no estilo meio comédia, eu tenho... Er..."

Eu não resisti:

"Ó, este daí, 'Cem Anos de Solidão', é a maior comédia. É muito bom".

"Onde?", pergunta o vendedor, com esperanças de satisfazer a dona melancia.

Estava na frente dele.

Ele apalpou a capa e disse: "este eu nunca li. É comédia, então?"

E eu: "ô, das melhores".

Ele me ignorou, virou para a mulher: "ah, tem um que se chama 'Orgulho e Preconceito dos Zumbis'. Comédia, você já leu?" (não vou procurar o título deste livro no Google, deve ser chato como todos os da Jane Austen. Ah é, o nome disso é preconceito. Que seja. Sou preconceituosa).

E a melancia (ela era gorda, mesmo): "eu não gosto de comédia".

Que mulher mau humorada. E que vendedor sem vocação. E eu, que sem noção.

domingo, 16 de maio de 2010

Aniversário dos sonhos

Ontem foi meu aniversário, e foi super legal, porque quem eu queria que me cumprimentasse me cumprimentou, e me senti muito grata e feliz.

Mas aí, depois da festa, deitei na minha cama e dormi e sonhei.

Sonhei que fui para a ilha de Lost, e lá passava ônibus para deixar a ilha. Os ônibus eram laranjados e azuis, como estes daqui de São Paulo. Só que nunca passava ônibus que ia para a Consolação, e, assim como a maior parte dos personagens da série, eu também queria ir embora.

Que sonho maluco, no mínimo. Depois fiquei pensando como os ônibus sairiam da ilha se a ilha é uma ilha, ou seja, rodeada de água por todos os lados.

Acho que deveria ter uma balsa.

Reparem numa coisa: a ilha da série não tem nome. Poderia ter, né. Poderia ser Pandora.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

O sonho desta noite

Como eu tenho sonhos muito maluquetes, vou falar deles com mais frequência por aqui.

Hoje, poucos minutos antes do despertador tocar, tive um sonho muito legal.

Sonhei que morava em uma casa com piso de madeira corrida, sabe? Uma madeira muito quentinha e confortável. Aí eu acordei, abri a porta de casa, e, de camisola e meias brancas (umas que eu tenho na vida real), saí para a rua.

Na frente da porta da minha casa tinha uma pracinha. O chão estava meio molhado por causa da chuva que tinha acabado de cair, e por causa do xixi dos mendigos. Então saí me desviando das poças até chegar à esquina da pracinha. Do outro lado da rua, havia um parque como o zoológico de Goiânia (acho que o zoológico não é mais zoológico, né), mas não tinha lago das Rosas e nem Rádio Universitária. Aliás, era bem mais bonito que o zoológico, o lago e as ruas do entorno.

Fiquei pensando que poderia andar mais um pouco e ir à padaria que ficava um pouco além, e que não dava para ver dali. Mas eu sabia que tinha uma padaria um pouco além do parque, virando à direita e contornando a cerca.

Depois pensei que seria muito estranho chegar de camisola e meias na padaria, e eu estava somente com as minhas chaves de casa na mão (são as chaves da vida real).

Depois pensei que este tempo todo parada pensando em o que fazer já tinha me deixado atrasada para o trabalho.

Então resolvi voltar para casa, me arrumar e depois ir à padaria. Na volta, passei pela pracinha em frente, mas como havia acabado de me mudar, tinha esquecido onde morava. Minha chave virou uma destas de casas antigas, de ferro, grandes. Só que ela não coube na fechadura. Na verdade, a fechadura era muito grande para a minha chave. Tinha dois meninos brincando de pique-esconde na porta desta casa.

Concluí que aquela não era a casa em que eu morava. Então um cara grandão abriu a porta e eu pedi desculpas, dizendo que não lembrava onde morava. Eu acho que ele pensou que eu era louca, porque ele não ficou bravo e fez uma expressão de 'compreendo, coitadinha'.

Fui andando pelas casas (evitando as poças) e achei minha porta. Na hora que entrei, tinha um corredor largo, uma cozinha do lado esquerdo, no fim do corredor, e um cômodo que eu não teria. Era o quarto de outra pessoa que morava na casa, mas não sei quem.

Aí acabou.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Sobre chorar na rua

Oi.

Voltei. Acho. O problema é aquela frase feita que aprendi por estas bandas: eu saio do blog, mas o blog não sai de mim. Ou o contrário. Às vezes nem é um problema. Mas eu voltei, e é o que importa. Acho.

Muita coisa andou acontecendo desde aquele dia em que escrevi sobre a intenção de escrever. Mas eu vou falar sobre o que aconteceu hoje, já que é pra atualizar logo este blog.

Hoje eu conheci umas três pessoas, no mínimo. Algumas vou ver nunca mais. Para uma eu dei conselhos. Com outra eu só fiz uma constatação e com a terceira falei de política e soube de algumas fofocas.

Só estou dizendo isso aqui porque daqui a uns meses eu não vou lembrar do dia de hoje. Comum que só. Exceto pelo fato de um dos meus anseios ter se findado. Que bom. Mas eu também não vou lembrar disso daqui a uns meses. Mas tudo está bem e talvez amanhã eu esteja de volta à maluquice rotinesca. Existe a palavra rotinesca? Sei lá. Então se não existir eu inventei.

Vamos inventar mais coisa, gente. O mundo precisa de umas invenções.

Eu preciso, com toda a ansiedade que me resta, de inventar alguma coisa urgente.

Ah, estes dias estava pensando. Pode parecer coisa de auto-ajuda, do tipo que os líderes empresariais adoram ler, destes caras que falam 'otimizar, auto-sustentável e motivação'. Mas da próxima vez que ver uma menina chorando na rua (homens não choram em público, mas se eu ver um, também vai valer a regra, exceto se o cara estiver sendo preso ou estiver numa viagem errada de maconha), eu vou perguntar o que foi.

Porque se está chorando na rua é para chamar atenção. Está louca para que alguém (nem que seja mulher, se a chorona for hetero) venha perguntar "o que houve?"

Estes dias, a caminho do trabalho, às 8h, tinha uma mulher chorando no ponto de ônibus. Deve ter sido demitida. Mas, puxa vida, deveria ter parado para perguntar. Assim nós duas ficaríamos satisfeitas: ela chamaria a atenção de alguém e eu faria a minha boa ação do dia.

Vamos fazer coisas novas, galera. O mundo precisa de coisas diferentes. Eu preciso fazer algumas coisas diferentes, com urgência.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Sobre a intenção de escrever

Há dias em que você acorda com vontade de escrever. Mas é escrever para resolver a vida. E cá estou eu novamente, em um destes dias.

Para resolver a minha vida, hoje é sábado e estou tentando terminar uma matéria. Até que está fluindo. Às vezes fica difícil escrever na redação. Se estivesse lá, não estaria tão animada. Mas como estou em casa, até que está fluindo. Estranho. Pelo menos para mim, já que detesto trabalhar em casa.

Mas aí é que está a questão. Não é estranho. É que gosto mesmo de escrever. E eu acordo com vontade de escrever todos os dias. E não só escrever para resolver a vida. Às vezes é só com a intenção de mexer os dedinhos e massagear o cérebro.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Minhas manias literárias

- Não gosto de ler crônicas, nem livro de contos;
- Não sou muito chegada a poesia;
- Tenho preconceitos contra best-sellers, mas sempre leio um ou outro;
- Gosto de ler na cama, à noite, até pegar no sono (comprei até uma luminária para ficar perto, assim basta só esticar o braço para apagar a luzinha - já que ainda não moro numa casa high tech com luzes que se apagam com palmas);
- Leio no ônibus, mesmo quando estou em pé, e o ônibus, lotado;
- Eu tinha a mania de ler tudo até o final, mas agora só leio o que gosto;
- Sou curiosa para saber o que os outros estão lendo em locais públicos;
- Costumo variar os assuntos. Quando leio um livro leve, vou para um pesado; se leio um de ficção, em seguida uma biografia;
- Tenho vários marcadores de página espalhados por aí, mas não comprei nenhum (acho besteira comprar);
- Eu não consigo dobrar as páginas e nem virar o livro, para ver uma página de cada vez;
- Não leio o mesmo livro por mais de uma vez;
- Gosto de dar livros, e normalmente os livros que dou de presente são mensagens que quero passar para as pessoas;
- Gosto de ganhar livros, mas normalmente eles não são os que eu realmente gostaria de ganhar (talvez as pessoas estejam querendo me dizer algo também).

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Fica para sexta

Tenho sensações diferentes a cada música de Jason Mraz que ouço. As novas não me tocam muito. Mas as velhas me dão uma espécie de banzo.

Saudade de uma época que ainda nem passou. Mas é que Jason Mraz surgiu na minha vida em uma época em que tudo estava mudando. Então eu acho que ele tem cara de mudança. Quer dizer, as músicas velhas dele. Que nem são tão velhas assim.

Estou falando dele porque, finalmente, aquela lombriga vem cantar por estas bandas. Oba!

Mas agora estou ouvindo uma nova e também tem cara de saudade. Sei lá, acho que as músicas dele não são deste tempo. Deve ser isso.

Academia
Claro, claro, eu tenho de falar sobre meu assunto preferido de todos os tempos (foi uma ironia): malhação. Olha, depois de chegar em São Paulo às 2h para estar no aeroporto às 10h, só deu tempo de resolver coisas de cartão de crédito e ir embora. Nem adeus mamãe rolou.

E entre 2h e 10h, só pude desarrumar e arrumar as malas, fazer ligações monetárias, morrer, ressucitar, mas não deu tempo de trancar a academia. E eu não sei porque não recebi mensagens de súplicas dos instrutores, me implorando para voltar lá. É por isso que grilei e não voltei. Mentira, é que voltei meio zoada destas férias e estou dando um tempo.

Era para eu ter voltado hoje, mas eu esqueci o caminho. Também não voltei porque não queria lavar o cabelo. Na academia eu fico muito suada, e se eu não lavo o cabelo, ele se desintegra com a acidez do suor e cai. Já aconteceu isso uma vez.

Qualquer desculpa é válida. Posso voltar amanhã. Sextas-feiras são dias ótimos para voltar à academia. Não está lotada, não tem DJ, é mais tranquilo.

Se eu inventar a desculpa de ir à academia para comprar sapatos pretos de couro sem brilho e sem salto, eu volto amanhã mesmo. Se bem que usei esta desculpa comigo mesma hoje, mas não resolveu.

É que os sapatos são uma necessidade, e não um luxo qualquer. O que posso comprar que seria totalmente supérfluo e me incentivaria a ir à academia?

Cristais swarovsky.

Ah, a academia fica dentro de um shopping.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Depois da viagem, continuo na viagem

Antes das férias eu coloquei dois livros na listinha aí da direita. Pois é, empaquei. "A Viagem do Elefante" está muito longa, e desisti de "Terras Baixas", por enquanto. Estou com vontade de ler alguma coisa mais séria. Mas neste momento, exatamente neste momento, não estou com vontade de ler.

Mas que estou com vontade de ler algo mais sério, mais clássico, mais cabeçudo e mais chato, estou.

Antes de ontem estava com vontade de ler algo mais histórico, mais real. Acho que esta vontade continua.

Então é isso. Aí fico na Viagem do Elefante até a confusão passar.