sábado, 18 de dezembro de 2010

Bebês são imunes ao bocejo

É o que diz o estudo destes pesquisadores.

O bebê não começa a bocejar ao ver nem outras pessoas, nem outros macacos, muito menos outros cachorros. Ele é imune a todos os seus semelhantes. E você, que já passou dos 5 anos, não é.

Por isso, aí vai um monte de vídeos de bebês bocejando. Vamos tirar a prova se você também é imune:


No avião:

Para finalizar, um apelativo. Com musiquinha e várias cenas sonolentas.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Gendai fail

O salmão truta. Ontem, acordei com vontade de comida japonesa. Como o único restaurante japonês que existia ali por perto de onde eu estava era o Gendai, resolvi ir lá.

No cardápio, uma tal de truta salmão. Hein? Seria um salmão mano, um salmão da perifa, um salmão truta?

Não, é uma nova espécie de peixe criada no Chile. Como estava muito na dúvida se isso tinha mais gosto de salmão ou de truta, um cozinheiro me ofereceu um sushi de truta salmão para experimentar. Ele me avisou que o gosto é mais "leve" do que o salmão verdadeiro.

Comi e senti gosto nenhum. Mas, mesmo assim, pedi o temaki de truta salmão. Também vi uma foto do temaki de shimeji e achei muito interessante a ideia de enrolar um prato quente em alga. Pedi para saber qual é.

Bom, o temaki de truta salmão não tinha gosto de nada. Só de cebolinha. E tinha muito mais arroz do que peixe. Horrível. De salmão, só a cor laranja.

O de shimeji veio gelado e agridoce. Completamente fora das minhas expectativas. O viscoso molho agridoce anulou todo o sabor do shimeji. E, convenhamos, não entendo o motivo de colocar cream cheese em temaki. Fica pastoso, melequento. Nojento.

A foto do lado é do cardápio do restaurante. Repare que o shimeji não tem molho.

Se você não gosta de comida japonesa, recomendo o Gendai. Você não vai sentir gosto de peixe cru e poderá disfarçar todos os sabores com molhos mirabolantes. Sei lá, devem ter feito uma pesquisa e descoberto que a comida japonesa não agrada ao paladar de brasileiros. Principalmente aqueles que comem em shoppings (como eu). É, existem exceções.

Ah, tirando isso, o atendimento é ótimo.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Monicando

Passei boa parte do fim de semana vendo Friends, que é uma das poucas coisas televisivas que me fazem perder tempo.

Tem aquele episódio da garota suja, na quarta temporada. Ross começa a namorar uma mulher completamente desorganizada. A casa dela é uma zona, bagunçada e nojenta. Nunca tinha visto este episódio, e na hora em que vi a casa da moça, pensei que, se eu fosse o Ross, limparia a casa dela inteira.

Aí o episódio está quase no final e aparece a Mônica com um monte de baldes e esfregões querendo limpar a casa da moça.

Me senti muito Mônica. Mas eu gosto mais da Phoebe!

Passei o fim de semana sem limpar a casa. Nem tudo está perdido. E minha casa nem se compara ao chiqueiro que é a casa desta mulher. Olha só:

http://il.youtube.com/watch?v=M6u-dPsDWz0

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Academia: um ensaio antropológico

Tá, não pretende ser um ensaio, está longe disso. Longe até demais. Academia, definitivamente, não é para mim.

Hoje estive em uma academia lotada de corpos malhados, abdômens e bíceps definidos circulando pelos corredores de vidro, como manequins vivos estampando os últimos lançamentos em uma vitrine de uma loja de roupas fitness.

Agora que escrevi esse parágrafo inteiro de clichês (convenhamos que vários best-sellers, inclusive brasileiros, adorariam copiar), vamos ao meu ensaio:

Fui lá fazer uma avaliação médica. Esta academia funciona como uma matriz: é grande e tem salinha de médico. Depois do médico falar que meu coração está bonzinho, aproveitei que estava com minha roupa fitness, mas com um corpo nada vitrinesco, para fazer uma esteirinha básica.

Só que a sala de esteira estava ocupada. Era hora de uma aula de running (corrida, em termos alienígenas). Mas algumas esteiras estavam vagas. Chamei atenção do professor, através do vidro (você ainda não acredita que a academia tem paredes de vidro, né), e pedi para usar uma das esteiras. E já deixei claro que não ia correr.

Ele topou e me deixou quieta no meu canto. Quer dizer, quieta mais ou menos.

A música estava ensurdecedora. Sério, meus tímpanos doíam. E era cada bizarrice atrás de outra: Lady Gaga, er... E afins (não sei o nome deste povo que toca esta música agitadíssima).

No meio da música, o professor assobiava. Como se fosse a final do Flu. E ele fosse torcedor do Flu. Aí a música acabava. E ele abaixava o som. Depois aumentava e era uma música pior ainda cheia de tunk tunks e fuó fuó, piriririri e ti ti ti ti ti ti. Chaaaaato...

As caixas estavam viradas para as paredes. Eu fiquei imaginando como é que aquele monte de vidro e espelho não quebra.

Então, deu nove e meia da noite e a aula acabou. O professor começa a soltar pérolas:

- Agora sim. Cadê as gorda? Cadê? As gorda? Tão onde? Onde elas estão a uma hora destas? Na Bella Paulista! Na Deôla! Comendo bolo! Comendo pizza! Tudo perguntando: gente, como é que vocês têm este corpo?

Uma aluna (nem preciso falar sobre o corpo dela) diz:

- É Deus, hAahHaHaAhahAHAha.

- É Deus e o professor aqui! Não quero nem saber, hein! Só quero que vocês coma alface e água! Nem gelatina light eu deixo vocês comer! Tchau!

E saiu da sala. A música acabou. Só eu ouvia o nhec nhec da minha esteira. Paz.