Como eu tenho sonhos muito maluquetes, vou falar deles com mais frequência por aqui.
Hoje, poucos minutos antes do despertador tocar, tive um sonho muito legal.
Sonhei que morava em uma casa com piso de madeira corrida, sabe? Uma madeira muito quentinha e confortável. Aí eu acordei, abri a porta de casa, e, de camisola e meias brancas (umas que eu tenho na vida real), saí para a rua.
Na frente da porta da minha casa tinha uma pracinha. O chão estava meio molhado por causa da chuva que tinha acabado de cair, e por causa do xixi dos mendigos. Então saí me desviando das poças até chegar à esquina da pracinha. Do outro lado da rua, havia um parque como o zoológico de Goiânia (acho que o zoológico não é mais zoológico, né), mas não tinha lago das Rosas e nem Rádio Universitária. Aliás, era bem mais bonito que o zoológico, o lago e as ruas do entorno.
Fiquei pensando que poderia andar mais um pouco e ir à padaria que ficava um pouco além, e que não dava para ver dali. Mas eu sabia que tinha uma padaria um pouco além do parque, virando à direita e contornando a cerca.
Depois pensei que seria muito estranho chegar de camisola e meias na padaria, e eu estava somente com as minhas chaves de casa na mão (são as chaves da vida real).
Depois pensei que este tempo todo parada pensando em o que fazer já tinha me deixado atrasada para o trabalho.
Então resolvi voltar para casa, me arrumar e depois ir à padaria. Na volta, passei pela pracinha em frente, mas como havia acabado de me mudar, tinha esquecido onde morava. Minha chave virou uma destas de casas antigas, de ferro, grandes. Só que ela não coube na fechadura. Na verdade, a fechadura era muito grande para a minha chave. Tinha dois meninos brincando de pique-esconde na porta desta casa.
Concluí que aquela não era a casa em que eu morava. Então um cara grandão abriu a porta e eu pedi desculpas, dizendo que não lembrava onde morava. Eu acho que ele pensou que eu era louca, porque ele não ficou bravo e fez uma expressão de 'compreendo, coitadinha'.
Fui andando pelas casas (evitando as poças) e achei minha porta. Na hora que entrei, tinha um corredor largo, uma cozinha do lado esquerdo, no fim do corredor, e um cômodo que eu não teria. Era o quarto de outra pessoa que morava na casa, mas não sei quem.
Aí acabou.
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