Domingo, Novembro 23, 2008

Tédio

Tédio que sinto agora.

Estes dias eu mesma cortei minha franja. Ficou péssimo. Mas pelo menos eu fiz isso, agora dá para ter certeza que não consigo fazer sozinha e não farei de novo. A não ser que surja a moda da franja curtinha e torta. Aí tudo bem.

Tenho de fazer as unhas.

A festa da firma está chegando. Mas eu já prometi a mim mesma um monte de coisas. Então ela vai ser legal. Ótima. Será um tédio.

Acontecem coisas legais, a ficha cai, mas o tédio persiste.

Acho que sou como a personagem do filme que vi ontem. Que não sabe o que quer, mas sabe o que não quer.

E, no momento, o que eu não quero é sentir este tédio.

Melhor ficar cansado de fazer coisas do que cansado de fazer nada.

Terça-feira, Novembro 04, 2008

Bon Jovi reanimador

Bon Jovi old school é bom, mas o new school continua gatxinho Hoje foi um dia legal.

Um dia que eu descobri que eu sou muito mais do que eu sou.

Porque eu não lembrava que tinha colocado umas músicas velhas do Bon Jovi no meu mp3. Hoje liguei e tive a grande surpresa. Eu me amo mesmo e realmente sei do que eu preciso. É por isso que eu gosto dessa menina. Ou seja, de mim mesma. Devo ter pensado: "Ludmilla, vou colocar uns discos do Bon Jovi aqui, para você ouvir depois, quando precisar." Sou o máximo.

Fiquei tão feliz que peguei um livro na biblioteca. "Dois Irmãos", de Milton Hatoum.

Também aproveitei minha felicidade comigo mesma e resolvi fazer uma caminhada pela Praça Buenos Aires. Claro, o tempo todo ouvindo Bon Jovi.

Foi ótimo. A praça está em reforma do piso, então o espaço era pouco para dividir com os outros caminhadores, mas foi ótimo.

Corri também.

Tinha um mendigo ajudando o outro a fazer a barba. Acho que eles moram naquele canto da praça. Já passei várias vezes por lá e sempre vejo um grupinho de mendigos.

Ah, mas eu não corri dos mendigos. Corri porque queria saber se eu consigo correr. Consigo, mas só por dez metros a cada dez minutos.

Já tenho coisa programada para o final de semana. Ufa.

Segunda-feira, Novembro 03, 2008

Inferno físico

Sabe de uma coisa? Acho que estou num inferno astral.

Eu nem acredito nestas besteiras astrológicas, mas acho que a coisa é mais física.

Esse tempo, que às vezes é chuvoso, às vezes é quente, o horário de verão, a proximidade do Natal, placas de aluga-se pipocando por aí. Tudo isso me deixa meio triste.

É que vai fazer um ano. E eu sinto um clima de ano passado. Too bad.

A vida é um ciclo mesmo. Mas pelo menos, desta vez, espero não ser despejada. Aluguel em dia? Sim. Respeito as regras chatas do meu prédio? Sim. Dependo de alguém? Não.

Sim, estou em outra situação. Só resta mesmo um certo incômodo. Estas coisas de aniversário, um ano se passou, é coisa de gente que adora fazer contas. Eu não gosto. Mas não consigo evitar. O clima é o mesmo do ano passado. Acho que vou ter de fazer coisas novas.

Domingo, Novembro 02, 2008

Só capitalista, ok?

Estou lendo Reparação, que a Paula me deu de aniversário. Isso, aniversário mesmo, quando a gente muda a idade e fica oficialmente mais velho. Demorei para começar a ler, né. Mas acho que estou lendo na época ideal. Estou gostando.

Meu vizinho gosta de ouvir axé old school. Aquelas músicas que, só por serem old school, não estão redimidas da tosquice que são. Não me venha de falar em originalidade. Pé no saco. Pior é que o vizinho só ouve estas tranqueiras aos domingos, e pela manhã. Ou seja, quando eu quero dormir ou estou dormindo. Palhaço.

Ando sonhando com episódios de Lost. Só que é tudo muito bizarro. Claro, senão não seria sonho meu. E eu estou no meio da bagunça, sempre. E meus amigos participam do meu enredo. Se Lost fosse mais sem noção como são os meus sonhos, faria muito mais sucesso. Acho que vou escrever um seriado e ficar rica, em vez de escrever um livro e ficar rica.

Também sou ótima em dar conselhos. Meus conselhos são absurdos, exagerados. E acabo convencendo as pessoas a fazerem um meio termo. Acho que também posso ganhar dinheiro com isso. Tudo na vida pode ser fonte de dinheiro, né? Ah, mas eu não sou tão porca capitalista assim. Só que acho que estou virando uma.

Não, não, nem tanto. Ainda gostaria de conhecer Cuba. Só que para fazer isso preciso de dinheiro.

É, não sou eu, definitivamente. É o mundo que me transforma em uma pessoa capitalista. Porca não, né. Eu tomo banho e tudo.