terça-feira, 4 de março de 2008

Planta de estimação

Minha plantaNunca tive um animal de estimação. E nem quero ter também. Eles latem, soltam pêlos, miam, fazem cocô e ficam fedidos. Quando não têm pêlos, continuam fazendo cocô e sendo fedidos do mesmo jeito. E quando são peixes não dá pra bater no vidro porque senão ficam surdos. Então não tem graça ter peixe em casa.

Além do mais dá dó de ver aquele bichinho nadando pra lá e pra cá dentro de um vidro cheio de água, se escondendo nas pedrinhas arrumadas com todo jeito humano de se arrumar algo. Melhor é ver esses bichos livres, no rio, no mar ou em qualquer lugar limpo e grande. Menos num aquário, por maior que possa ser.

Mas senti necessidade de cuidar de algo. Por isso comprei uma planta hoje. A espécie é ficus, como me disse a moça da floricultura. Igual à da foto. Igual nada, mais bonita. Tem até o caule trançado. A moça me ensinou a continuar trançando até ela ficar rapunzelística. E o vasinho é preto. Queria comprar o marrom para combinar com minha casa, mas só tinha mais R$ 30 na minha conta e não poderia gastar muito.

Cheguei em casa toda feliz e coloquei a plantinha perto da janela, no chão mesmo. Foi fácil escolher na loja. Parecia que ela estava me dizendo, com olhinhos tristes e carinha de cachorro que caiu da mudança: "me leva pra casa!" Foi amor à primeira vista.

Ela tem trançasQuero ver se consigo cuidar da bichinha, ou melhor, da plantinha. Uma vez tive um bonsai e ele durou duas semanas. E até agora não sei dizer o que aconteceu. Morreu, coitado. Vou ser cuidadosa. Peguei todas as dicas, vou ler mais um pouco na Internet. Se ela crescer, vou comprar um vaso maior e terei uma árvore dentro da minha casa. Muito legal!

As coisas que a gente (não) sente
Ontem li uma parte do livro de García Márquez que até anotei:
"Se sintió sacudido por un estremecimiento sísmico que lé desgarró las entrañas.
Era ella."

Sentir um estremecimiento sísmico que desgarra las entrañas deve ser legal. Isso daí nunca senti. Acho que vou morar no Japão.

As coisas que a gente sente
Ontem foi também meu segundo dia de academia. Como da primeira vez, dois instrutores ficaram de olho em mim. Fui fazer uma (isso mesmo, uma só!) abdominal e você já pode até imaginar o que ocorreu logo em seguida.

Deitei no chão, virei de lado e comecei a rir. Deu uma cãimbra gigante na barriga.

Os instrutores, que não estão acostumados comigo, quiseram saber o que houve. Quando eu disse, se perguntaram que como é que eu consigo rir quando tenho uma cãimbra.

Eles vão acostumar.

3 comentários:

bpaludeti disse...

Perolamilla, a sua academia ainda vai render muitas pérolas, tenho certeza disso. E, realmente, só vc tem cãibra na barriga e ri... vou te contar.

bpaludeti disse...

Peromilla, tenho certeza que a academia vai nos proporcionar muitas pérolas suas. E só vc tem cãibra na barriga e ri... vou te contar.

Did disse...

Amiga, cada dia que passa fico mais orgulhosa de vc! nunca tive coragem de ter nenhum ser vivo pra eu cuidar. E vc já foi direto pra uma árvore! é... meus parabéns!
quanto à Academia.... vai acostumando vc, pq as caimbras serão mais frequentes!!! eehehehehehe
Bjim
:***