Se perdi um pouco do encanto que tinha a respeito de García Márquez depois que li Memória das Minhas Putas Tristes, recuperei (e até acrescentei um pouquinho) só assistindo ao filme O Amor nos Tempos do Cólera.Vou tentar falar do filme sem soltar spoilers. Eu não conhecia a história, mas tinha uma idéia do que seria. É que como estou lendo a autobiografia de Márquez, soube que a história de amor entre seus avós inspirou-o a escrever o romance.
Uma história bonitinha que nunca vai acontecer de novo. Não existem mais cartas de amor, nem tranças cortadas e enviadas como um sinal secreto de namorados, nem serenata, nem flores a serem jogadas. Também acabou essa história de morrer por amor.
Hoje as pessoas não fazem promessas de amor eterno. Elas, infelizmente, sabem que estas promessas não serão cumpridas. Quando Florentino Ariza prometeu amar Fermina Daza até o final de sua vida, ele até sofreu bastante, mas manteve a promessa sem pensar (acredito eu) que um dia poderia ser quebrada. Ele prometeu e seguiu isso, e não achava que aquele compromisso — não só com Fermina, mas com ele mesmo — era um fardo, uma coisa ruim, uma besteira que tinha dito uma vez e que agora se arrepende.
Estas coisas não acontecem mais. Tudo é tão volúvel... Que chato é o mundo de hoje.
Na sala de cinema, as pessoas riam nos momentos menos propícios para dar risada. Puxa, o Florentino amava Fermina e estava sofrendo! Ele não poderia chorar? Ai, pessoas bobas!
Pior foi um cara que sentou ao meu lado (eu acho que ele estava sozinho) que toda hora soltava uma risada besta e dizia, olhando para a tela: "que loucura!" Argh. Acho que perdi a paciência com as pessoas. Principalmente com este tipo de pessoas. Tá tudo errado.
Deu vontade de ler o livro. Se não me emprestarem ou se eu não ganhar, vou comprar.
Pitaco sobre questões técnicas do filme: gostei da fotografia, mas a maquiagem não estava muito boa (você pode reparar que a atriz na foto, que nesta cena tem 72 anos, não tem rugas. O pescoço dela está lisinho!).
Fui com a Nádia. A gente pegou uma promoção desconhecida e pagamos só três reais para entrar na sala do cinema mais novo de Goiânia, inaugurado no começo deste ano no Flamboyant.
Compramos chocolate, encontramos a Lidiane, andamos feito barata tonta e conversamos muito. Comprei até uma agenda para 2008! Comemos uns sanduíches no Burger King (até que não é ruim! Sabia que tinha de dar outra chance a eles) e saímos de lá bem tarde. Estou satisfeita. Não só por ter comido e gostado, mas pelo dia.



Eu ia falar da minha nova casa, mas como eu ficarei por ali por mais um ano, deixo para outro dia. Vou falar de outra casa.