quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

O amor no tempo das promessas

Cena de O Amor nos Tempos do Cólera Se perdi um pouco do encanto que tinha a respeito de García Márquez depois que li Memória das Minhas Putas Tristes, recuperei (e até acrescentei um pouquinho) só assistindo ao filme O Amor nos Tempos do Cólera.

Vou tentar falar do filme sem soltar spoilers. Eu não conhecia a história, mas tinha uma idéia do que seria. É que como estou lendo a autobiografia de Márquez, soube que a história de amor entre seus avós inspirou-o a escrever o romance.

Uma história bonitinha que nunca vai acontecer de novo. Não existem mais cartas de amor, nem tranças cortadas e enviadas como um sinal secreto de namorados, nem serenata, nem flores a serem jogadas. Também acabou essa história de morrer por amor.

Hoje as pessoas não fazem promessas de amor eterno. Elas, infelizmente, sabem que estas promessas não serão cumpridas. Quando Florentino Ariza prometeu amar Fermina Daza até o final de sua vida, ele até sofreu bastante, mas manteve a promessa sem pensar (acredito eu) que um dia poderia ser quebrada. Ele prometeu e seguiu isso, e não achava que aquele compromisso — não só com Fermina, mas com ele mesmo — era um fardo, uma coisa ruim, uma besteira que tinha dito uma vez e que agora se arrepende.

Estas coisas não acontecem mais. Tudo é tão volúvel... Que chato é o mundo de hoje.

Na sala de cinema, as pessoas riam nos momentos menos propícios para dar risada. Puxa, o Florentino amava Fermina e estava sofrendo! Ele não poderia chorar? Ai, pessoas bobas!

Pior foi um cara que sentou ao meu lado (eu acho que ele estava sozinho) que toda hora soltava uma risada besta e dizia, olhando para a tela: "que loucura!" Argh. Acho que perdi a paciência com as pessoas. Principalmente com este tipo de pessoas. Tá tudo errado.

Deu vontade de ler o livro. Se não me emprestarem ou se eu não ganhar, vou comprar.

Pitaco sobre questões técnicas do filme: gostei da fotografia, mas a maquiagem não estava muito boa (você pode reparar que a atriz na foto, que nesta cena tem 72 anos, não tem rugas. O pescoço dela está lisinho!).

Fui com a Nádia. A gente pegou uma promoção desconhecida e pagamos só três reais para entrar na sala do cinema mais novo de Goiânia, inaugurado no começo deste ano no Flamboyant.

Compramos chocolate, encontramos a Lidiane, andamos feito barata tonta e conversamos muito. Comprei até uma agenda para 2008! Comemos uns sanduíches no Burger King (até que não é ruim! Sabia que tinha de dar outra chance a eles) e saímos de lá bem tarde. Estou satisfeita. Não só por ter comido e gostado, mas pelo dia.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Eu

Às vezes é muito bom falar de si. Então lá vai:

  • Eu sou destra (isso daí foi só para explicar o próximo item);
  • Antigamente eu só comia usando somente um garfo. Mas depois que comecei a almoçar fora de casa, adquiri o hábito de usar faca. Como nunca fui criada a garfo e faca, sempre que uso os dois talheres faço confusão e acabo deixando o garfo sempre na mão esquerda. É muito mais difícil cortar os alimentos com a mão esquerda do que levar a comida à boca!
  • Queria muito usar mais saias, mas tenho vergonha. É porque os cabelinhos da minha perna crescem muito rápido e sempre penso que eles vão crescer enquanto eu estiver de saia, e todo mundo vai ver;
  • Tenho sonhos muito malucos. Mas eles são fáceis de entender: se foram pesadelos, é porque não estou bem. Se tenho um sonho totalmente bizarro e sem sentido, é porque estou ótima. E às vezes o meu humor depende do sonho que tive;
  • Sou do signo de touro, mas não acredito nestas coisas. Eu até tentei ler horóscopo diariamente, mas acho sem graça. Eu sigo dicas de amigos, de inimigos, de gente boa e de gente má. Mas de horóscopo? Não;
  • Detesto relógios. Para não ser completamente injusta com eles, até que tenho me acertado com as horas. Mas prefiro não ter um relógio no pulso. Eu já tive e não foi muito bom. Principalmente na missa e na escola. A cada cinco minutos eu olhava os ponteiros e eles nem haviam saído do lugar. Dava uma aflição danada;
  • Quando estou triste, nervosa ou ansiosa, não consigo comer;
  • Às vezes sinto meu coração disparar, mas é porque estou viva e não porque tenho problema cardíaco;
  • Sou míope, mas só uso óculos nos dias de plantão, quando tem quase ninguém na redação. Ainda não decidi se quero fazer cirurgia;
  • Já usei aparelho nos dentes, mas não adiantou nada. Um dia acostumo com meus dentes tortos e me sentirei uma Kirsten Dunst;
  • Não sou sexy. Durmo de camisola com estampa da Mônica — essa mesmo, do gibi — ou com uma camiseta de algodão bem frouxa e feia. Agora a minha moda é dormir com uma que ganhei da empresa em que trabalho. É de uma malha fininha, bem confortável. Quando está frio uso uma calça de moletom horrível (acho que qualquer pessoa fica horrível de moletom, e por isso tem gente que não usa. Eu uso e não estou nem aí) e uma meia cor-de-rosa muito velha, mas esquenta que é uma beleza;
  • Sou velha. Não gosto de ouvir música alta por mais de dez minutos. Mas ao mesmo tempo sou criança. Gosto de olhar para as coisas e as pessoas como se elas fossem novidade — mesmo quando conheço tudo até de cabeça pra baixo;
  • Acredito e confio nas pessoas. Tá, já levei pé na bunda um milhão de vezes, já me frustrei com milhões de pessoas, já quebrei a cara em seis milhões de pedacinhos. Mas eu ainda acredito nas pessoas;
  • Gosto de quebra-cabeças, mas a última vez que ganhei um eu tinha uns 11 anos. Comprar estas coisas é chato, tem que ser ganhado. É por isso que não brinco disso há uns dez anos;
  • Coço o nariz de um jeito muito estranho;
  • Gosto de morder a parte interna das minhas bochechas. É um dos meus passatempos prediletos. E por isso, na maior parte do tempo, estou com a boca torta;
  • Imagino diálogos com todas as pessoas que conheço, e às vezes morro de rir com isso. Não porque sou louca e fico imaginando diálogos, mas rio do teor da conversa imaginada. Às vezes são engraçadíssimas. É por isso que vivo perguntando: "Eu não te disse isso? Pensei que tivesse dito!"
  • terça-feira, 25 de dezembro de 2007

    As teorias sobre García Márquez

    Feliz Natal, leitor invisível!

    A reunião de Natal da família foi bem legal. Rezamos, cantamos, comemos, brincamos e trocamos presentes.

    Agora outras coisas, porque todo mundo sabe que 25 de dezembro é Natal e não preciso ficar de blablabla.

    Reparei que comecei o ano lendo García Márquez e terminei lendo García Márquez. Vocês podem criar teorias dizendo que há uma explicação para uma "coincidência tão grande". Talvez porque o livro do início de 2007 me tirou todo o encanto que eu tinha pelo escritor, e por isso decidi ler este no final do ano para retomar o pedaço dele que perdi. Talvez porque a vida é um ciclo e tudo se repete, e todas estas baboseiras. Mas eu tenho a minha teoria: minha avó me emprestou, eu tinha um monte na fila (inclusive Harry Potters) e por isso só deu para ler no final do ano.

    Quero terminá-lo antes de voltar a São Paulo, no dia 30. É que faz tempo mesmo que minha vó me emprestou e já ouvi dizer que ela está sentindo falta do livro. Vou aproveitar estes meus dias de folga para passar lendo. Isso se meu sobrinho permitir.

    Enquanto escrevia este post, ele chegou aqui no computador, colocou um tamborete perto da mesa, subiu no banquinho, pegou meu celular e ficou brincando com ele. Dizendo: "Iá?" (é alô na língua dele).

    sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

    Final de 2007

    Último almoço coletivo do ano. O 8º andar ficou vazio. Todo mundo foi comer no alemão. E eu, como sempre, me empanturrei de filé ao molho páprica. Que delícia! Estou viciada neste prato. É levemente apimentado. Tem um jeito de mostarda, só que muito mais saboroso e muito menos forte. E o filé fica até doce quando está mergulhado no molho.

    Saudade!
    Amanhã vou para Goiânia. Vou rever esse menino lindo da foto! Tô com saudade. Também tenho saudade de outras coisas, então vou fazer lista:João Gabriel
  • Da minha família;
  • Dos amigos;
  • Do Flamboyant Shopping Center;
  • Do parque Vaca Brava;
  • Do tempo seco (do calor, não);
  • Das ruas planas;
  • Das feirinhas;
  • Das florezinhas;
  • Do meu computador e das minhas músicas (já formatei minha pendrive para enchê-la com músicas que só eu gosto de ouvir, porque são de gosto duvidoso);
  • Da minha cama (apesar de ter comprado uma enorme para minha casa paulistana, sinto falta do meu colchãozinho goianiense);
    Da chuva do dia 25 de dezembro;
  • Da reunião de Natal (tudo bem, disso daí eu teria saudade em qualquer lugar, já que só acontece uma vez ao ano);
  • Dos cafés com as amigas (pena que uma "fugiu" para o Maranhão neste fim de ano);
  • De passear de carro.
  • quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

    Agora faltam cem

    Ueba! Hoje eu completo 900 posts! Hoje também foi dia de:
    - Acordar meia hora antes de chegar ao trabalho (e conseguir chegar 'apenas' 15 minutos atrasada — para uma pessoa que colocou como meta reduzir os atrasos, que costumavam ser de uma hora ou até mais, estou indo bem!)
    - Preocupar-se com as baratas, que descobriram que tem gente morando naquela kitinete e resolveram invadir o meu território (acho que elas já moravam lá, mas agora o lugar é meu, foi alugado por mim. Então que saiam, ou terei de tomar medidas drásticas);
    - Ficar com cólica (nestas horas gostaria de ser homem);
    - Não levar blusa de frio e nem guarda-chuva pro trabalho (um solzinho apareceu entre as nuvens, então resolvi arriscar. Espero não passar frio);
    - Penúltimo almoço de final de ano da empresa (amanhã tem mais);
    - Reunião de quinta-feira na nova editoria (massa!).

    E hoje também será dia de:
    - Comer crepe com a Mariana e com um outro amigo da Lista Zero, êêê!

    quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

    Falta um!

    Neste dia a gente queria ir em um tal de Mangueiras, mas como estava muito cheio, fomos parar neste daí que nem lembro o nome. O fato de não lembrar o nome do local não quer dizer que eu bebi. A latinha de Guaraná em cima da mesa é minha! Eu também não lembro da data correta, mas foi em um sábado de novembro.

    Quem está atrás de mim é a Bárbara. Isso mesmo, a pessoa totalmente insana que me hospedou durante duas semanas (ou mais, também não lembro quanto tempo foi!).

    Café anti-bactéria
    Hoje tomei café-da-manhã no restaurante em que almocei ontem. Tava uma delícia, mas já são 17h38 e a minha língua ainda sente a ardência do chocolate quente. Queimou feio. Durante um momento pensei que morreria, porque o chocolate desceu incinerando minhas entranhas.

    Enquanto saboreava minha xícara de chocolate, entrou um grupo de cults metidos a besta (ai, como detesto este tipo de gente!) que tinham acabado de acordar. Estavam com as caras amassadas. Provavelmente não moram em São Paulo, vieram para alguma exposição-galeria-mostra-vernissage ou qualquer coisa parecida, dormiram em um carro ou em um quartinho de hotel. Ainda não pensei a respeito de como dormiram, ou até melhor, se dormiram. Entre eles havia uma mulher gorda, descabelada, com luzes estranhas no cabelo, de óculos, e fiquei pensando que talvez tivessem só dormido mesmo.

    Pois bem. Enquanto discutiam as coisas mais cults do mundo (que são as coisas mais clichês também), um deles acendeu um cigarro e pediu uma xícara de espresso.

    E eu me pergunto, depois de toda esta descrição: como é que alguém tem coragem de fazer do cigarro sua escova de dentes e do café espresso o creme dental? Argh!

    Se o cafezinho dele estava tão quente quanto o meu, ao menos matou as bactérias.

    Romário ou Túlio?
    Explicando o título deste post: daqui a uma postagem, terei 900! Já pensou? Quem já chegou à marca dos 900 posts?

    Quando fizer mil vou comemorar. Ainda não pensei no que fazer. Acha que é só Romário e Túlio Maravilha que comemoram? Que nada!

    terça-feira, 18 de dezembro de 2007

    Boas velhinhas

    A minha rua é bem legal. Hoje eu vi uma mulher de uns 50 e tantos anos, vestida com as roupas mais coloridas, ouvindo música com uns fones de ouvido brancos e estalando os dedos. Ela passou por mim toda alegrinha.

    Depois de cinco passos vi duas senhoras mais velhas ainda, de cabelos pintados de branco, em uma conversa animadíssima.
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    Comprei um panetone para levar para casa. Panetone de musse de chocolate, huuummm, delícia! Esta foi a primeira aquisição natalina. Ainda tenho de começar minha saga de compras de Natal. Este ano quero dar presente para todo mundo da minha família. Principalmente pro meu sobrinho. Afinal de contas, sou madrinha dele e não quero gerar nenhum trauma de infância no garoto.
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    Experimentei o terceiro restaurante da minha rua. É melhor que o primeiro e mais barato que o segundo. E ainda tem uma cafeteria. Acho que vou ficar com ele. Pelo menos nos dias em que poderei almoçar ali.
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    Ontem o pessoal do trabalho fez uma reuniãozinha num bar de sinuca. Coincidência: já havia estado lá. Na primeira vez foi chato, porque estava cansada, com frio e minha vó não estava muito bem. Mas ontem foi muito bom!

    Como na primeira vez, não joguei sinuca — não gosto de passar vergonha assim, tão gratuitamente — mas comi um sanduíche muito bom. E conversei bastante com quase todo mundo. Conheci melhor dois colegas que são o máximo! Eles também acreditam que não dá para viver sem espelho. Falando nisso, meu espelho não engorda! Ele até me deixa pensar que sou mais magra!

    segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

    Minha casa? Não, a das rosas

    Eu ia falar da minha nova casa, mas como eu ficarei por ali por mais um ano, deixo para outro dia. Vou falar de outra casa.

    No domingo eu estive na Casa das Rosas. De novo. Mas não choveu. Foi legal. A sombra da varanda do segundo andar propicia boas conversas. A feirinha estava 'micada' (gostei do termo), mas nem estava chato — exceto pelo cantor esquisito tocando músicas do Raul Seixas — será que ninguém esquece esse barbudo? Já se passou o tempo de ficar com certeza maluco beleza (argh!).

    Depois disso fomos no Café Havana. O frapê de lá é uma delícia, muito melhor do que o creme de gordura trans que o Starbucks vende. Só que o melhor de qualquer café é o cheiro. E naquele o cheiro estava bem agradável.

    O restante do domingo foi ótimo, principalmente depois de fazer uma prova que me deixou até meio fraca pela manhã.
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    Só sou obrigada a dizer uma coisinha a respeito da minha nova casa. Não tenho geladeira, nem fogão, muito menos sofá ou mesa para tomar café-da-manhhã. Mas tenho um espelho. Ele tem 1,70m por cerca de 0,50m e a moldura de madeira escura. Comprei hoje pela manhã.

    Pronto, agora posso escolher minhas roupas sem precisar imaginar se está tudo legal. Desde quando me mudei para São Paulo não tenho um espelho para me olhar! Eu, que venho de uma casa que tem espelhos em todos os cômodos, sinto-me mais em casa do que nos meus seis meses de paulistana!

    Preparem-se, a partir de agora vocês verão uma Ludmilla muito mais arrumadinha!

    sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

    Ânimo japonês

    Voltei do almoço! Me empanturrei de comida japonesa. Estava uma delícia, apesar de eu não saber o nome das coisas que estava comendo. É que em Goiânia não tem muitos restaurantes japoneses. Muito menos um na esquina do seu trabalho, com uma entrada em forma de rua do bairro da Liberdade!

    Estou mais animada, pronta para o final do dia! E desta semana também.

    Tinha uma amiga na escola técnica que vivia dizendo: "Ludmilla, quando você se sentir meio desanimada, vá às compras".

    Então vou fazer uma lista de coisas para comprar neste final de semana. E vou me divertir, principalmente porque agora tenho um roomate!
    Ouiés, tenho que escrever umas coisas mais alegres. Afinal de contas, sou uma pessoa muito alegre. Vou almoçar com um monte de gente. Daqui a pouco eu volto com um post mais legal do que o que está aí embaixo.

    Ai, a minha vida!

    Meu diagnóstico: estou ansiosa.
    Parece que me ligaram na tomada.
    Nunca falei tanto da minha vida. Só que não digo nada a respeito dela no meu blog. Ruim... Queria escrever tudo. Eu deveria escrever tudo.

    Eu já levei o choque. Agora preciso de um pedaço de borracha.

    Só que o mais legal de tudo é que agora estou bem melhor do que antes.

    Essas frases soltas e quase sem sentido bastam? Não.