Fiquei muito tempo sem passar por aqui. Os únicos textos que consigo escrever são
para o jornal. Porque falta tempo. Mas eu posso fazer uma retrospectiva de tudo o
que aconteceu nas últimas semanas:
- Sexta-feira, 29 de julho:
Fui pautada para cobrir o lançamento do Festival de Inverno de Anápolis. Para isso, tive que ir para lá. O fotógrafo Nilo e o motorista, que não lembro o nome, me buscaram em casa mais ou menos 8h. Viajar a noite é tão estranho. Os lugares ficam irreconhecíveis. Eu, que ainda estava usando apenas uma lente de contato por causa da conjuntivite, só enxergava metade das coisas. Era muito ruim não ver nada na escuridão da rodovia, e muito menos enxergando daquele jeito. Toda vez que eu viajo a noite, lembro da época que uns parentes meus faziam festas juninas em uma chácara próxima à Anápolis. Meu pai tinha medo de levar a gente junto, dirigir a noite não é uma das especialidades dele. De madrugada, depois de uma festa, muito menos. Chegando em Anápolis, Nilo quis passar na casa da mãe. Achei bom, queria descer do carro um pouco. Sorte nossa que ele conhecia a cidade. Eu ficaria totalmente perdida no meio daquelas ruas com bares, lavajatos, padarias e farmácias, cujos nomes sempre tinham um "Senhor", ou "Jesus" estampado no letreiro. Entramos na casa linda da mãe do Nilo, mas ela não estava lá. Tinha ido para um acampamento evangélico, algo assim. E fomos procurar o local do lançamento, uma casa de uma família riquíssima de Anápolis. Quando a assessora me falou: "Ludmilla, vai ser no jardim da casa de tal família" eu imaginei um quintalzinho, umas graminhas, uns toldos, nada demais. Mas eu nunca havia visto uma casa tão linda, tão rica. A entrada dividia-se em duas escadas, uma para cada lado. Lá embaixo, na entrada da casa, embaixo das duas escadas, uns spots apontavam uma estátua de estilo mediterrâneo. O saguão era lindo. O piso, eu nem sei do que era feito. Mas era lindo. Apenas uma cristaleira e um tapete (que deveria ser persa) estavam decorando a entrada. Atravessamos o saguão vazio, cheio de corredores para os lados esquerdo e direito, que deveriam levar aos quartos. Nos corredores, estavam sofás, cadeiras, tapetes... A impressão é que tiraram os móveis da entrada para a festa. Atravessamos toda aquela enorme sala, que dava para o quintal. O que era aquilo? Uma fonte vseparava o ambiente, e logo atrás dela, mais uma escada. Dos dois lados, dois enormes pavilhões, cheios de janelas. Orquídeas plantadas nos caules das árvores. Palmeiras imperiais para onde se olhasse. Um campo de futebol, de grama, do lado direito. Do esquerdo, a cerca de 100 metros de onde eu estava, uma quadra de tênis. No meio de tudo isso, uma piscina. Uma casa clássica, destas parecidas com as de novelas mexicanas, em que as empregadas atendem o telefone dizendo: "Mansion Rodríguez". Uma recepcionista para te entregar um folder, outra para pregar um broche na sua blusa, outra para "maiores informações". Nunca precisei de tantas recepcionistas. Morrendo de vergonha de sentar em uma mesa (era um jantar de lançamento, para ser mais exata), fiquei quietinha em um sofá. Mas logo o assessor pediu para nós irmos sentar na mesa. E lá fui eu, comer um monte de entradas deliciosas. Garrafas de uísque circulavam sem pudor nas mãos (e goelas) dos convidados. Aquele esquema de festa que pretende ser chic: nenhum copo vazio, garçons! Nenhuma mesa sem comida. O governador ainda não tinha chegado. Para mim, ele não apareceria. Eu estava à espera da primeira-dama. Comi, bebi - refrigerante - e esperei, Passou um tempo, o governador chega. Sem a primeira-dama. Ela estava enrolada em outro evento na cidade. Conversei com ele. Depois que ela chegou, junto ao prefeito de Anápolis e a primeira-dama, acabou o sossego. Parece que todo mundo da mídia resolveu aparecer. E lá vou eu atrás de gente para entrevistar, de pegar entrevista de carona com programas de TV que evidenciavam muito mais a roupa que ela estava vestindo do que o Festival. E lá vou eu tentar arrancar umas palavras decentes daquela entrevista. Meia-noite: ainda não tinham servido o jantar. Estava com sono, querendo saber onde foi parar o Thiago, já a bateria de meu celular acabou e não conseguia ligar a cobrar para ele. Nilo terminou de tirar as fotos, e não esperamos mais. O cansaço tomou conta. Fomos embora, meio com a barriga cheia, pensando como Marconi iria embora também - se era de carro, assim, como nós, pobres mortais - ou se de avião, helicóptero ou qualquer uma destas coisas que voam.
Nossa, contei tudo em um parágrafo. Vai ficar assim. Depois eu conto mais, ainda
falta falar do Go Music.
3 comentários:
Ih... eu já sabia dessa história...heheheeh...
mas eh muito legal te ver animada assim!!!
Bjao
Did
Ai filhinha, essas latadas do jornal as vezes rendem boas surpresas!!! Vou confessar que não li tudo esse post gigante, hahahahaha... escreve ai os bastidores do go!!! hehehe bjão!PS: precisando de falar c o seu chefe/colega, pode ligar la em casa,ahahahahaha
oie...sou nova aqui nesta coisa de blog...e de clicar e clicar achei esse blog...mt interessante por sinal...ah qd puder vai no meu e fique a vontade p sugerir ou comentar ok...te +...bjusss
Com amor Lili
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